O governo brasileiro criticou nesta sexta-feira (29) integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que viajaram aos Estados Unidos e afirmou que há risco de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil.
A nota foi divulgada após o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciar, na quinta-feira (28), que vai classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
Em nota à imprensa, o Planalto classificou a iniciativa como “deplorável” e disse que há tentativa de pressionar autoridades internacionais a adotar medidas contra o país (clique aqui para ler a nota na íntegra).
O texto afirma que medidas externas podem trazer impactos econômicos e prejudicar políticas nacionais, citando inclusive o sistema de pagamentos instantâneos PIX, criado pelo Banco Central.
"Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime", diz a nota.
Além disso, "podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros".
Poucos minutos após a divulgação da nota, o presidente Lula afirmou que está muito "triste e decepcionado" com o anúncio dos Estados Unidos. O petista deu a declaração durante participação em uma cerimônia sobre investimentos da Petrobras em Sergipe.
Governo critica família Bolsonaro por articulação nos EUA e vê risco ao PIX em classificação de CV e PCC como terroristas
Em nota, Planalto afirma que medidas unilaterais podem prejudicar combate ao crime, economia e cooperação internacional.
Por Kellen Barreto, g1 — Brasília
29/05/2026 12h37 Atualizado há 5 minutos
O governo brasileiro criticou nesta sexta-feira (29) integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que viajaram aos Estados Unidos e afirmou que há risco de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil.
A nota foi divulgada após o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciar, na quinta-feira (28), que vai classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
Em nota à imprensa, o Planalto classificou a iniciativa como “deplorável” e disse que há tentativa de pressionar autoridades internacionais a adotar medidas contra o país (clique aqui para ler a nota na íntegra).
O texto afirma que medidas externas podem trazer impactos econômicos e prejudicar políticas nacionais, citando inclusive o sistema de pagamentos instantâneos PIX, criado pelo Banco Central.
"Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime", diz a nota.
Além disso, "podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros".
Poucos minutos após a divulgação da nota, o presidente Lula afirmou que está muito "triste e decepcionado" com o anúncio dos Estados Unidos. O petista deu a declaração durante participação em uma cerimônia sobre investimentos da Petrobras em Sergipe.
EUA classificam CV e PCC como organizações terroristas
EUA classificam CV e PCC como organizações terroristas
Conforme adiantou o blog de Ana Flor, no g1, a menção ao PIX tem apelo direto junto à população, já que o sistema de pagamento é um queridinho dos brasileiros.
Na terça-feira (26), o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se encontrou com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. O senador afirmou que pediu ao norte-americano para que o governo dos Estados Unidos classificasse o PCC e o CV como organizações terroristas.
Ele também se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a quem cabe a decisão formal sobre a classificação.
Segundo o governo, ações desse tipo já teriam ocorrido em episódios recentes, como o chamado "tarifaço" do governo americano, que afetou exportações brasileiras.
➡️ O "tarifaço" é uma série de tarifas de importação impostas pelos EUA a produtos estrangeiros, incluindo os brasileiros. O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio, pressionou por sanções internacionais em resposta à condenação do pai no STF por tentativa de golpe de Estado.
Lincoln Gakiya, promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo, analisou o anúncio dos EUA no episódio do podcast O Assunto desta sexta-feira.
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