Segundo R7: Após crise do filme de Bolsonaro, governo faz post sobre transparência: ‘Sem caixa-preta’
Em meio à crise envolvendo a produção do filme Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Cultura usou as redes sociais para comentar sobre o financiamento público a filmes apoiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual. A pasta alegou não haver “segredos” ou “caixa-preta” em projetos contemplados por essa política.
“Cada centavo investido pelo Governo do Brasil no audiovisual tem destino certo, prestação de contas rigorosa e pode ser fiscalizado por qualquer cidadão. Quando é público, você sabe de tudo!”, escreveu o ministério.
No post, a pasta reforça o “rigor total” durante a análise técnica, a elaboração de editais públicos e a prestação de contas. “Qualquer um pode ver quem pagou, quanto recebeu e como gastou”, pontua.
O Fundo Setorial do Audiovisual é ligado ao Fundo Nacional da Cultura e vinculado ao Ministério da Cultura. Seu principal objetivo é o desenvolvimento articulado de toda a cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil.
A postagem do governo ocorre em meio à crise envolvendo a produção do filme sobre Bolsonaro e o financiamento do longa, supostamente apoiado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e investigado por fraudes financeiras.
O caso acabou respingando na campanha eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Um áudio vazado mostra o parlamentar pedindo apoio a Vorcaro para ajudar no financiamento do longa.
Após a divulgação do áudio, Flávio Bolsonaro afirmou que recursos pagos por Daniel Vorcaro para financiar a obra Dark Horse foram destinados a um fundo administrado nos Estados Unidos por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro. Agora, a Polícia Federal investiga a ligação entre o ex-deputado e o banqueiro.
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