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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Segundo R7: Renda média do brasileiro atinge valor recorde, mas desigualdade cresce no país


 Segundo R7: Renda média do brasileiro atinge valor recorde, mas desigualdade cresce no país



A renda média mensal dos brasileiros ficou em R$ 3.367 em 2025, o maior número da série histórica, iniciada em 2012, apontam dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar do recorde, o país registrou aumento no índice que mede a desigualdade.



O valor da renda média, que considera a população residente com rendimento, representa um crescimento de 5,4% em relação a 2024 (R$ 3.195).



Até o período pré-pandêmico, relacionado aos anos entre 2012 e 2019, o rendimento médio real de todas as fontes teve um crescimento acumulado de 3,9% no período, passando de R$ 2.984 para R$ 3.101. Entretanto, houve redução com a pandemia da Covid-19, em que todas as fontes de renda dos brasileiros tiveram uma queda de 3,5% em 2020, e em 5,2% em 2021.


“Com esse resultado, o rendimento de todas as fontes atingiu, em 2025, o maior valor da série histórica, sendo 8,6% superior ao registrado em 2019, ano que precedeu a pandemia, e 12,8% acima do valor de 2012, ano inicial da série”, informou o instituto.



As regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste lideram o ranking entre as com melhores rendimentos, com R$ 4.052, R$ 3.859 e R$ 3.855, respectivamente. Enquanto isso, o Nordeste aparece em último lugar, com R$ 2.282.


Em relação aos rendimentos de trabalho, o valor médio mensal real aumentou em 5,7%, após um crescimento de 7,2% registrado em 2023.



Neste corte, são consideradas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência. Em 2025, o rendimento médio do trabalho atingiu o valor máximo da série, de R$ 3.560.


A renda de outras fontes registrou uma leve alta, marcando R$ 2.697 em 2025.



Desigualdade

Em 2025, o índice de Gini, que avalia a desigualdade de distribuição de renda, registrou um aumento de 0,007, saindo de 0,504, em 2024, para 0,511.


Para indicar melhor distribuição (igualdade), a taxa deve estar mais próxima de 0. Caso contrário, quanto mais próximo de 1, maior a concentração de renda.



Tipos de rendimentos

Em 2025, 47,8% dos brasileiros, o equivalente a cerca de 101,6 milhões de pessoas, obtinham a renda mensal por meio do trabalho. O valor permaneceu praticamente inalterado quando comparado com 2024, quando o índice era de 47,1%.


Quanto aos brasileiros que não trabalhavam, mas recebiam algum tipo de renda, o IBGE informou que esse grupo chegou a 27,1% (57,6 milhões).


Dentro desse grupo, aposentadorias e pensões eram a segunda maior fonte de renda dos brasileiros em 2025, ficando atrás apenas dos rendimentos de trabalho, apontam dados da Pnad. O grupo representava 13,8% da população residente no país, equivalente a 2

9,3 milhões de pessoas.













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