Os casos de lesões musculares se repetem nas seleções que se preparam para a Copa do Mundo que inicia na quinta-feira, no México, Estados Unidos e Canadá: Argentina, Uruguai, Espanha, França, Inglaterra... até o Brasil. Jogadores que, se não estão em tratamento, treinam sob o risco da fadiga muscular. E quando leio sobre novos casos, como o do atacante marroquino Abde Ezzalzouli, lembro das palavras do espanhol Rodri, em setembro de 2024, chamando atenção para os riscos do Mundial de Clubes de 2025 e do aumento no número de jogos da Champions League.
Ou seja: para conquistar o hexa, a seleção de Carlo Ancelotti, o aniversariante de hoje, terá de superar armadilhas do calendário. Até porque, como se sabe, o grupo tem a sexta maior média de idade entre as 48 seleções inscritas no torneio — 29,2 anos. E com 11 jogadores acima dos 30. Hoje, só Neymar se encontra em recuperação muscular. Mas, levantamento no histórico de lesões de outros dez sugere cautela e planejamento adequado.
O goleiro Alisson sofreu com estiramentos recorrentes; o capitão Marquinhos teve tendinopatia e lesão na coxa esquerda ao longo da última temporada; Gabriel Magalhães, lesões musculares na coxa e problemas no joelho; Alex Sandro (fadigas de coxa e de panturrilha); Danilo (contratura e estiramentos de coxa e quadril); Bremer, o reserva, fez cirurgias no joelho em 2024 e 20225; Bruno Guimarães (ruptura coxa); Danilo Santos (pubalgia); Raphinha (coxa); Matheus Cunha (coxa e virilha). Enfim, casos comuns a atletas que fazem mais de 50 jogos por temporada.
Tendo a crer que a convocação do mato-grossense Éderson, de 26 anos, volante que se destacou na jogando pelo Atalanta, passa por este aspecto. Além da versatilidade, por atuar também pelo lado direito, ele é mais um que oferece a possibilidade de um time mais vigoroso e equilibrado. Não descartaria, inclusive, vê-lo terminar a Copa entre os 16 principais jogadores. Éderson fez parte da primeira lista anunciada por Ancelotti e foi preterido num último instante quando o técnico bateu o martelo em levar apenas cinco jogadores de meio-campo.
Tudo isso ajuda a explicar porque a seleção ainda não tem o 11 definido para a estreia, contra Marrocos, no sábado. Ancelotti vai aproveitar todo o tempo disponível para levar a campo um time pronto para competir. Porque espetáculo dificilmente haverá.
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